Todo dia a mesma coisa no mundo do tudo muda
As forças já não são as mesmas de antes
Mas continua a velha exploração das forças
Muda as formas e os modelos de produção
Junto com a ciência e a tecnologia
Máquinas de metal substituem máquinas de carne
O pensamento programado é a nova linguagem
No entanto, as forças de trabalho ainda sangram
Nas velhas linhas que tecem mortalhas
No cotidiano das fábricas, na boca do dragão
Nos malditos corredores da fome e da agonia
E a pobreza se espalha no munda da razão
Onde o destaque é a irracionalidade da conquista
Do poder do capital esmagando corpos acéfalos
Desde as muralhas da China ao "inferno verde"
Condenados se multiplicam nas ruas, campos e avenidas
Vermelhos estão seus olhos, nas mãos uma bandeira
Não há mais solidão nas praças, nem luta isolada
O mundo precisa te ouvir...
Grita operário!
De João Pinheiro Neto.
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