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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

EU E ADENILTON “PINTO” E A DIVISÃO DAS ALMAS POR DEUS E O DIABO.


Eu e Adenilton Pinto tínhamos tomado todas sexta à noite num boteco no Beco do Macêdo e estávamos já voltando para a Casa do Estudante, ali pela rua por trás do cemitério São João Batista, quando ouvimos duas vozes vindas lá de dentro do outro lado do muro alto, tipo assim “Uma é minha, uma é tua... Uma é minha, outra é tua...”. Então eu disse “Porra, Pinto, é o fim do mundo, só pode ser Deus e o Diabo dividindo as almas dos mortos”.  Quando de repente uma voz falou “Beleza, quando acabarmos aqui vamos pegar aquelas duas que estão lá fora”. O Adenilton Pinto olhou pra mim aterrorizado gritando “Cooooorreeeeeeee... camaradaaaaaaa...”.  Uma semana depois, nós passando a tarde pelo cemitério resolvemos conferir o caso perguntando para os coveiros de plantão se eles já tinham presenciado fato relativo, qual foi a nossa surpresa quando responderam gargalhando que “geralmente nós, antes de irmos embora pra casa, subimos nas mangueiras para apanhar mangas rosa, e de vez em quando cai uma ou duas mangas para o outro lado do muro”.

De João Pinheiro Neto, o filho de dona Etelvina.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

E OS OPERÁRIOS DO DIREITO, OS ADVOGADOS?

A base do Direito não está no céu, mas na Terra, nas convenções sociais historicamente determinadas. De acordo como se organiza a sociedade são estabelecidas as Leis para estabelecer limites a tudo que ameace a estrutura político-econômica e os pilares socioculturais, que muitas das vezes se transformam em tradições sólidas sagradas imutáveis.
Nestas condições é fácil entender como o Direito pode ser manipulado de acordo com os interesses da classe dominante em detrimento das camadas populares. O Legislativo cria Leis que incontestavelmente agem como uma droga usada para manter o status quo, e ou, conter ou acalmar as manifestações contrárias a estes interesses dominantes. Portanto é muito mais difícil a criação de Leis que atendam aos interesses da classe dominada que precisa de Leis, que ao contrário das drogas, sejam vitaminas fortificantes para suas vidas.
Agora imagina nessa situação como ficam os representantes do Judiciário com privilégios “acima de tudo e de todos” iguais a muitos dos políticos e representantes das Forças Armadas. Formam sim, uma casta burocrática poderosa.
E os operários do Direito, os ADVOGADOS, como ficam nessa história? Muitos oriundos das camadas populares são peões carregando blocos de concretos penais sem fazerem vínculo algum com a Luta de Classes exposta acima, correndo atrás de clientes nas portas de cadeias. Outro pequeno grupo destes faz isso consciente, pois a sua origem de classe abastada contribui para a sua consciência de elite social, e, assim contribuindo para a manutenção do abismo da desigualdade; estão preocupados em fazerem nome no meio dos poderosos com seus escritórios jurídicos. Mas é claro que sobram aqueles que, independente da sua origem de classe, estão na luta para tirar a venda da Justiça na defesa dos interesses populares. São esses últimos que merecem nosso respeito.
João Pinheiro Neto, o filho de Dona Teté.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Certa vez encontrei o artista plástico Roberto Cravo passeando na New City com seu cachorrinho "Titoca", e como ele sempre que podia passava na minha casa para filar a bóia, tomar cachaça e fumar unzinho, não necessariamente nesta ordem, perguntei-lhe se era fã de dominó, e, ele disse "Não gosto muito J Neto, mas de repente. Cara! Quando deu meio dia em ponto, aparece o Cravo no meu portão gritando "E aí, maluco, cadê o dominó?". Deixei meu amigo sentado na varanda e me dirigi ao aparelho de som que tinha as caixas penduradas na parede e coloquei a fita do Grupo Dominó. Mano, não deu outra, Roberto Cravo entoou "Puta que pariu, vai tomar no cu, João Neto!". Ah, saudade do amigo que já atravessou o espelho.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

QUE SISTEMA SERÁ O FUTURO DA HUMANIDADE

Quando se forjou a palavra DEMOCRACIA na Grécia antiga (c 500 a. C.) pegou-se a palavra DEMO (povo) e CRACIA (poder) significando então PODER DO POVO, no entanto, naquele momento o poder estava realmente nas mãos da elite sócio-econômica, enquanto as mulheres, os jovens, trabalhadores livres pobres e escravos que compunham a grande maioria da população estavam excluídos deste poder político.

Até hoje a História vem demonstrando que o poder político sempre esteve ou está nas mãos de uma classe dominante (o amo, o senhor feudal, a burguesia), e a classe dominada sempre esteve lutando pelo seu espaço político-social. E nos países que tentaram modificar esta situação com a revolução socialista (século XX) acabaram desviando-se do objetivo comunista de colocar a pátria sob o domínio da classe trabalhadora exercendo em toda a sua plenitude a DEMOCRACIA; ao invés disso, os países socialistas, estabeleceram uma casta burocrática com os membros do PARTIDO COMUNISTA assumindo uma posição elitista privilegiada em detrimento das classes populares.

Então no ESCRAVISMO, FEUDALISMO, CAPITALISMO (mercantil, industrial, financeiro) e no SOCIALISMO (orgânico, oligárquico), na verdade o povo trabalhador, as camadas populares nunca estiveram no poder ou geriram tal poder que justificasse a palavra DEMOCRACIA. Mas a luta continua até hoje pela redenção da classe trabalhadora, por uma justa distribuição de renda e autogestão trabalhista.

Quando se pergunta “que sistema será o futuro da humanidade”, eu garanto que para àqueles que estão no poder sob o regime CAPITALISTA a História já acabou, não há futuro alternativo ao capitalismo, o que poderia existir no máximo seria ajustes ao sistema para ficar adequado aos interesses dos ricos. E os fracassos das tentativas SOCIALISTAS (que não significam o seu fim) no século passado servem de exemplo e alerta para quaisquer propostas de mudança no sistema capitalista. As mídias dominantes defendem o regime capitalista sagrado contra qualquer alternativa profana de mudar o Status quo.

Sabemos que o SONHO só acaba na padaria, mas logo o padeiro trata de fazer mais. No caso das camadas populares e suas lutas por um país justo, igualitário que respeite os direitos trabalhistas e previdenciários o sonho nunca acaba, porque enquanto houver um trabalhador explorado e tolhido de sua representatividade A LUTA VAI CONTINUAR.

João Pinheiro Neto, filósofo.

quinta-feira, 1 de março de 2018

MEU PAI TEM TUDO

A professora dava aula sobre o tema "ninguém tem tudo".
Ana levanta o dedo:
Professora, meu pai tem tudo:
TV,
telescópio,
DVD,
Mercedes...
Tudo bem, diz a professora, mas será que tem uma lancha?
Ana reflete e diz:
Bem, não...
Viu, não podemos ter tudo.
Professora, disse Artur, meu pai tem tudo:
TV,
telescópio,
DVD,
Mercedes,
Lancha,...
Sim, responde a professora, mas será que tem um avião particular?
Depois de refletir, Artur responde:
Bem, não...
Está vendo que não se pode ter tudo na vida, disse a professora.
Joãozinho levanta o dedo e diz:
Professora, meu pai, AGORA, tem tudo...
Será? disse a professora.
Certeza, pois sábado passado, quando minha irmã apresentou seu novo namorado, afrodescendente mas com o cabelo loiro, tatuado, usando brinco, de bonezinho virado, *“CAMISA DO MENGO”*, cueca aparecendo o rego da bunda ...
Meu pai disse:
PUTA QUE PARIU, ERA SÓ O QUE ME FALTAVA !!!...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

REFLEXÕES DO MEU PAI

Meu pai tinha muitos problemas. Dormia mal e se sentia exausto. Era irritado, mal humorado e amargo. Até que um dia, de repente, ele mudou.

Um dia, minha mãe disse-lhe:
- Amor, estou há três meses à procura de um emprego e eu não encontrei nada. Vou tomar chá com as minhas amigas.

Meu pai respondeu:
- está bem...

Meu irmão disse-lhe:
- Pai, vou mal em todas as matérias da Faculdade.

Meu pai respondeu:
- está bem. Você vai se recuperar. E se não o fizer, você poderá repetir o semestre. Mas você vai pagar sua taxa de matrícula.

Minha irmã disse:
- Pai, bati meu carro.

Meu pai respondeu:
- está bem, filha. Leve-o para a oficina e procure uma forma de como pagar. E enquanto eles consertam, vá andando de ônibus ou metrô.

Sua nora disse-lhe:
- sogro, eu vim passar alguns meses com vocês.

Meu pai respondeu:
- está bem. Acomode-se no sofá da sala e procure alguns cobertores no armário.

Todos, na casa do meu pai, nos reunimos preocupados em ver essas suas reações.

Nós propusemos, então, fazer um "questionamento" a ele para afastar qualquer possibilidade de reação que fosse provocada por alguma medicação antibirras.

Mas, qual não foi a nossa surpresa, quando o meu pai nos explicou:

"Demorou muito tempo para perceber que cada um é responsável por sua vida. Levei anos psra descobrir que minha angústia, meus cartões de crédito, meu cinismo, minha coragem, minha depressão, meus deboches, minha ignorância, minha irritação, minha insônia, minha mortificação, minha raiva, meu silêncio e meu stress não resolveriam os seus problemas. Mas, sim, exacerbaram os meus."

Eu não sou responsável pelas ações dos outros. Eu sou responsável pelas reações de como eu me expresso perante elas.
Portanto, cheguei à conclusão que o meu dever para comigo mesmo é manter a calma e deixar que cada um resolva aquilo da forma que lhe convier.

Tenho feito cursos de Yoga, de meditação, de milagres, de desenvolvimento humano, de higiene mental, de vibração e programação neuro-linguística. E, em todos eles, eu encontrei um denominador comum: no final, todos nos levam ao mesmo ponto. Ou seja, eu só posso ter ingerência sobre mim mesmo. Vocês têm  todos os recursos necessários para resolver suas próprias vidas.
Eu só posso dar meu conselho se, por acaso, me pedirem. E cabe a vocês decidirem segui-lo ou não.
Então, de hoje em diante, parei de ser o receptáculo de suas responsabilidades, o carregador de suas culpas, a lavanderia dos seus remorsos, o advogado de seus defeitos, o Muro das Lamentações, o depositário das suas funções, que resolvem seus problemas ou sua borda de reposição para cumprir suas responsabilidades.

De agora em diante, eu vos declaro todos adultos, independentes e autossuficientes.

Todos na casa do meu pai permaneceram em silêncio.

Desde aquele dia, a família começou a funcionar melhor, porque todo mundo em casa sabe exatamente o que lhes cabe fazer.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O BOATEIRO E O CORONEL

Já quase no final da Ditadura Militar no início dos anos 1980 descíamos a rua Ramos Ferreira quando terminava as aulas do curso de Filosofia no antigo ICHL situado na rua Emílio Moreira e caminhávamos em direção ao Bar Nossa Senhora da Conceição, que ficou conhecido depois como Bar do Armando, na rua 10 de Julho, Centro da cidade de Manaus, para tomar aquela cerveja gelada servida pelo português Armando. O bar, muito diferente do que é hoje, era freqüentado por poucas pessoas, como estudantes da Faculdade de Educação – FACED que ficava ali perto, professores, intelectuais, e outros.
Entre os freqüentadores encontrávamos um sujeito que adorava contar boatos sobre a “ditadura e os milicos”. E entre os ouvintes cotidianos estava um coronel que nunca se preocupou em se apresentar ou demonstrar que era coronel de fato. Mas com o passar do tempo os boatos começaram a incomodar o coronel, que resolveu fazer uma “pegadinha” com o nosso contador de boatos. Convocou seu pequeno destacamento militar, todos fardados, inclusive ele mesmo com sua farda de coronel; e, em seus “jeeps” rumaram para o Bar do Armando.
Quando o coronel chegou ao Bar com a operação de araque se dirigiu ao boateiro e disse: - O senhor está preso e será julgado por um júri militar, caso condenado será executado por um pelotão de fuzilamento.
Assim levaram o dito cujo, simularam um júri e a condenação por fuzilamento. Colocaram-no ao paredão e o coronel gritou: - Pelotão, atenção, preparar, apontar, fogo! As balas eram de festim, mas deram um susto danado no homem.
- Isso é pra você não sair por aí falando mal das Forças Armadas, entendeu? Fora daqui, seu pinguço da peste. - Disse o coronel dando um empurrão no camarada.
No outro dia, lá estava nosso amigo do mesmo jeito bebendo e proseando com os companheiros. Um deles pergunta: - Então, Toscano! Como foi lá no quartel?
O nosso boateiro chama todos para perto de si e cochicha mais uma: - Camaradas, o que estão falando por aí é verdade, a ditadura ta chegando ao fim. Acreditem, eles não têm nem balas!!!

sábado, 24 de junho de 2017

ÍNDIO NA ARENA DA AMAZÔNIA

O cacique indígena Ponta Rombuda veio para Manaus assistir um jogo de futebol na Arena da Amazônia (Estádio Vivaldo Lima, “Vivaldão”). E como nunca veio à cidade grande, trouxe junto um ajudante, o guerreiro Pau Comprido, índio muito esperto, conhecedor de todas as coisas dos brancos.
A certa altura do jogo, o cacique que antes tinha comido pirarucu com farinha, pede:
- Cacique tem sede. Vai buscar água, Pau Comprido!
Pau comprido cata a cabaça que sempre carrega pra uma emergência e volta dali a pouco com a água. No final do primeiro tempo, o cacique fala outra vez:
- Cacique tem mais sede. Traz mais água!
O índio sai correndo com a cabaça e volta dali a alguns minutos com ela cheia de água. E assim foi o jogo todo: o cacique pedindo água de 15 em 15 minutos. Até que uma vez Pau Comprido volta com a cabaça vazia. O cacique pergunta:
- Que aconteceu? Água acabou?
- Tem branco sentado em cima do poço !
De João Pinheiro Neto, o politicamente incorreto.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O MESTRE DE ARTES MARCIAIS E O DISCÍPULO CABOQUINHO NO AMAZONAS

- Mestre, eu não tô conseguindo evoluir nas minhas habilidades.
- Caboquinho, você já viu o pôr do Sol na Ponta Negra?
- Sim, mestre. É muito lindo. Tirei até uma selfie.
- Já observou o vôo do beija-flor cercando a rosa?
- Sim, mestre, e achei maravilhoso.
- Já reparou no mergulho do boto seguindo o barco?
- Sim, mestre, como são rápidos e sincronizados.

- Então é isso, Caboquinho, pára com essa viadagem e vai treinar!!!

EU, A VELHA E O CARA DA KOMBI.

Saindo da escola onde eu voto encontrei uma senhora que reclamava da urna eletrônica.
Perguntei “O que houve, senhora? Não conseguiu votar?”
A senhora respondeu “Ora, pois! Eu apertava 22, aparecia a cara do Artur”
Surpreso retruquei “Desculpe-me, mas isso não é possível! A senhora devia estar pensando no 22, mas digitando 45”
“Mas quando já! Será eu já lesa, parente!?” respondeu indignada a velha.
Foi então que tive a brilhante idéia de procurar no chão um ‘santinho’ respectivo de cada candidato jogado nas primeiras horas do dia pelos cabos eleitorais.
Mostrei primeiro o ‘santinho’ com a foto do Marcelo e perguntei “Quem é este aqui?”
A velha franziu a testa com cara de brava e cerrando os dentes disse “É o Artur esse infeliz cão dos infernos, mentiroso, coisa ruim!!!”
Peguei então o ‘santinho’ com a cara do Artur e perguntei “E este aqui quem é?”
“É claro que é o Marcelo. Anda Mal acompanhado, posa de bom moço, vai roubar também eu sei, mas ta na hora de mudar, vamos dá chance para outro”
Meti a mão no meu bolso e tirei o santinho do José Ricardo e perguntei “E este aqui a senhora reconhece?”
“Esse aí, meu filho, é o ‘cara da Kombi’. Quem que não sabe quem ele é? Vive lá no meu bairro ouvindo a comunidade, mas é fraco, não tem dinheiro, não vai ganhar!” Respondeu.

Com um sorriso pensativo me despedi dizendo “Tá explicado!!!”

domingo, 14 de maio de 2017

JOÃOZINHO, A LENDA

Joãozinho, professor, poeta, escritor,
senta-se na poltrona do buzão com destino ao Campus Universitário e maravilha-se com uma deusa sentada junto à janela.
Após 15 minutos de viagem ele não se contém:
- Você está indo à Universidade?
- Sim, vou fazer uma pesquisa bibliográfica.
- Que tipos de livros lhe interessam?
- Bem, tudo em função de minhas pesquisas. Sou sexóloga.
- Suas pesquisas dedicam-se, a quê?
- No momento, pesquiso as características do membro masculino.
- A que conclusão chegou?
- Que os Índios são os portadores de membros com as dimensões mais avantajadas e os Árabes são os que permanecem mais tempo fazendo sexo. Logo, são eles que proporcionam mais prazer às suas parceiras. Desculpe-me Senhor, eu estou aqui falando mas não sei o seu nome...
- Mohammed Pataxó!

Joãozinho, a lenda ! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
..... pra relaxar um pouco.....
1) O que é um cigarro de maconha feito com papel de jornal?
Baseado em fatos reais.
2) Qual é o fim da picada?
Quando o mosquito vai embora.
3) O que são dois pontos pretos no microscópio?
Uma blacktéria e um pretozoário.
4) Qual é a comida que liga e desliga?
O Strog-ON-OFF. (PUTZ!)
5) Como se faz para ganhar um Chokito?
É só colocar o dedito na tomadita.
6) Qual o vinho que não tem álcool?
Ovinho de Codorna. (afff...)
7) O que é que a banana suicida falou?
Macacos me mordam!!!
8) Qual é o doce preferido do átomo?
Pé-de-moléculas.
9) O que é uma molécula?
É uma meninola muito sapécula.
10) Como o elétron atende ao telefone?
Próton!! (excelente!)
11) O que um cromossomo disse para o outro?
Oh! Cromossomos felizes! (kkkkkk)
12) Como as enzimas se reproduzem?
Fica uma enzima da outra.
13) Qual é a parte do corpo que cheira bacalhau?
O nariz.
14) O que é um ponto marrom no pulmão?
Uma brownquite. (boa, boa!)
15) O que é um pontinho vermelho no meio da porta?
Um olho mágico com conjuntivite.(essa foi demaisssss!!!)
16) O que o canibal vegetariano come?
A planta do pé, a maçã do rosto e a batata da perna.
17) Por que as estrelas não fazem miau?
Por que Astro-no-mia. (a melhor)
18) Por que a vaca foi para o espaço?
Para se encontrar com o vácuo. (mto boa..)
19) O que o espermatozóide falou para óvulo?
Deixa eu morar com você porque a minha casa é um saco... (hahahaha)

20) Como se trata olho gordo?
Com colírio diet!

VIRADA EPISTEMOLÓGICA

Candinho quando começou a pensar que entendia de política, acreditava que todo político é farinha do mesmo saco, só se interessa pelo pobre quando precisa do voto dele, depois que é eleito já era. E nas rodadas com amigos falava que se estivesse no lugar deles – dos políticos – também faria a mesma coisa, aquele negócio do “rouba, mas faz”, ele iria roubar um pouquinho porque ele não era besta.
Quando chegava tempo de eleição seu candidato era aquele que iria ganhar com certeza, porque não queria perder seu voto. Candidato fraco não ganha eleição, e ele não era um perdedor, como o seu time do coração ele era um campeão. Se falavam de outro candidato para ele, logo retrucava que esse não iria ganhar, que esse não tinha dinheiro, que esse quer é “se fazer”, que esse coitado quer é roubar também.
Candinho é serviço gerais de uma grande empresa nacional e ficou surpreso quando a Polícia Federal chegou para prender o “seu patrão”, ficou mais surpreso ainda quando aquele político amigo do seu patrão também foi preso e apareceu na Rede Globo. E foi vendo... foi vendo... Um após outro político e empresário, um tal de lobista, um tal de marqueteiro, a esposa e os filhos deles, e por aí vai, sendo presos. E foi vendo... foi vendo... Viu um Juiz capa preta aparecendo como paladino da justiça mandando buscar e prender todo mundo, inclusive um ex-presidente do Partido Vermelhão; viu ele mandar grampear o telefone da presidenta eleita do país, também vermelhona; viu o juiz mandar relatórios das operações antecipadamente para jornais, revistas e televisão, que estas formatavam do jeito que lhes aprouvessem, segundo seus interesses. Candinho viu outros Partidos cheio de corruptos e gente fantasiados de verde-amarelo cantando o Hino Nacional enrolados na Bandeira Nacional pedindo o fim da corrupção. E foi vendo... foi vendo... Viu congressistas sendo dirigidos por um mentiroso, que negava possuir contas no exterior com dinheiro sujo, acusarem a Presidenta Vermelhona de ter feito “Pedaladas” que ele não entendia muito bem o que era, e que por isso pediam o “impitimam” dela. E foi vendo... foi vendo... Viu um país dividido entre lados que tinham toda a razão nas suas convicções: uns que diziam que para por ordem na casa tinham que tirar a Presidenta; e, outros que diziam que a ordem estava sendo construída, que se tirassem a Presidenta eleita agora, era Golpe contra a Democracia.
Mas o que Candinho entende muito bem é essa tal de CRISE, pois todo fim de mês percebe que seu salário vai perdendo o poder de compra. O que não entende bem é que para outros a crise parece não afetar em nada as suas vidas e que, no entanto, embalados pela propaganda, enchem a boca com filé e champanha para falar em crise nos shoppings e clubes da cidade.

Agora Candinho parou de “ver” e começou a “espiar”. E foi espiando... foi espiando... Espiou que os congressistas brasileiros que estão se movendo para retirar a presidenta Dilma Rousseff não estão na melhor posição para julgá-la, pois 60% deles enfrentam acusações que variam de fraude eleitoral a homicídio. Candinho que só conhecia pedaladas quando Robinho jogava, agora sente saudade de um tempo que ainda não aconteceu... Pedala, Dilma!

A LIÇÃO DO MACACO

Sentados em um galho de árvore, o macaco e a macaca contemplavam o pôr-do-sol. Em determinado momento, ela pergunta a ele:
- O que faz com que o céu mude de cor, na hora que o sol atinge o horizonte?
O macaco retrucou:
- Se quisermos explicar tudo, deixamos de viver. Fique quieta, vamos deixar o nosso coração alegre com esse entardecer romântico.
A macaca enfureceu-se.
- Você se irrita com tudo. Não posso perguntar nada pra você!
Nesse momento passava uma centopéia.
O macaco perguntou:
- Oh, centopéia, como é que faz para mover tantas patas em perfeita harmonia?
A centopéia parou e disse:
- Nunca pensei nisso!
O macaco pediu então:
- Então pense! Minha amada gostaria de uma explicação!
A centopéia olhou para as suas patas e começou:
- Acho que... eu flexiono este músculo... não, não é bem isso, eu tenho que jogar meu corpo por aqui...
Durante meia hora a centopéia tentou explicar como movia suas patas. Cada vez mais se confundia.
Gritou a centopéia:
- Tá vendo, macaco, o que você fez. Na ânsia de explicar como funciono, perdi os movimentos!
Foi aí que o macaco falou para sua amada:
- Você está vendo o que acontece com quem deseja explicar tudo? Vamos voltar a assistir ao pôr-do-sol. Cala a boca e me beija logo!!!
Anjos não são seres
sobrenaturais
Anjos são reais,
Mas não são como todo mundo,
Eles não possuem asas nas costas,
Mas, na imaginação
São criativos e inventores,
Capazes de voar quando caminham
sobre a Terra
Atenciosos e bondosos
ao extremo.
Cada palavra tem seu som próprio
Mas antes das bocas falarem
Forjam-se na mente dos homens
Faz-se moinho de vento
Nos passos a esmo do destino
Forja-se o bronze, o ferro,
o aço e a partícula
Forja-se o grunhido, o choro,
o grito e a sílaba.

quinta-feira, 16 de março de 2017

A SOL E O PAULO PAUZÃO

Era uma vez... uma amiga “entendida” convicta chamada Solange, mas gostava de ser chamada Sol. Se achava macho pra caramba. Frequentava o bar Kat-kero na Rua Floriano Peixoto no centro de Manaus em pé de igualdade com a rapaziada: Jogava porrinha, cuspia no chão, olhava pra bundinha das garotas que passavam na calçada indo e vindo do Colégio Estadual Pedro II. E também gostava de tomar umas doses de vodka. Preferência: pura com uma rodela de limão pra tirar o gosto. E todo mundo sabe que c# de bêbado não tem dono. Se vacilar, dança.
Lá pelos meados de outubro de 2005, Sol tomou um porre daqueles em que o pinguço começa por chamar Jesus de Genésio e daí pra frente tudo é festa. Alegrinha como ela só, resolveu jogar porrinha com um tal de Paulo Pauzão. Jogo pra valer. Apostado.
Mas não era o dia de sorte de Sol. Não dava uma dentro. Depois de ficar mais dura do que peito de travesti e não ter mais o que apostar, aceitou o desafio de Paulo Pauzão:
- Vamos disputar uma melhor de três. Se você ganhar eu deixo tu dar uma esfregada na minha maninha, agora, se perder... eu como o teu “roscófi”... Topas?
Sol, que há muito tempo estava de olho na irmã do Paulão, não pensou duas vezes. Não avaliou o risco. Só em pensar na irmãzinha do Paulão, peladinha na sua frente, já ficou com tesão. E sabe como é: quando o tesão acontece o raciocínio padece.
- Topo!!!
Mas aquele não era mesmo seu dia. Perdeu a melhor de três. E teve que pagar.
No dia seguinte aparece Sol, toda sem jeito, andando com as pernas abertas, com um indisfarçável constrangimento. Parou no balcão, pediu o de sempre, olhou meio sem graça pro Paulão Pauzão e suplicou:
- Pô! Pauzão... o que aconteceu, aconteceu. Tudo bem... mas não espalha por aí não, senão vão pensar que eu sou viado !!!
J.P.N.
16/03/2013

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

“A ESCOLA NÃO ESTÁ A SERVIÇO DOS PROFESSORES”

Esta frase é do economista Rafael Lucchisi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), agora integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE). E ele também diz que “Sociologia e Filosofia não são disciplinas, mas conteúdos”, logo ele é a favor da exclusão das mesmas do rol das disciplinas e qualificá-las apenas como conteúdos que podem ser inseridos em qualquer disciplina de ciências humanas do Ensino Médio.
O que impressiona é que no momento em que estudantes, professores, funcionários públicos e a maioria da população estão indo às ruas para protestar contra “as PEC’s nefastas (241 e 55)” que retiram verbas da Educação, Saúde e Previdência, aparecem esses tipos de pessoas com formação ideológica liberal que separam indústria, empresas e capital, do serviço público e do serviço social público. Isto é, defendem o capital privado extorsivo e a iniciativa privada exploradora e injusta em detrimento do capital público. Pessoas que operam a favor da acumulação injusta da riqueza nas mãos de uma pequena elite tosca, fascistóide e narcisista. Esta mesma elite que bate panelas e se fantasia de verde-amarelo para encantar a população em nome de uma pseudo moral e bons costumes, quando na verdade são eles os responsáveis pela desigualdade gigantesca que aflige o povo da nação.
Dizer que “a escola não está a serviço dos professores” é dizer também que não está a serviço dos estudantes e nem da população; é dizer que a escola está a serviço do capital e da iniciativa privada. A escola está sim a serviço dos professores e, ao mesmo tempo, os professores estão a serviço da escola, porque os professores são trabalhadores como outro qualquer trabalhador deste País. Por exemplo, olha o absurdo dizer que a indústria ou a empresa em que o trabalhador cumpre suas horas de trabalho não estão a seu serviço, em si e para si. O trabalhador precisa da indústria/empresa para trabalhar e sobreviver, é de lá que ele tira o seu sustento. É assim também com o professor, do seu trabalho na escola ensinando-aprendendo que ele tira o sustento para se manter e a sua família. Se a indústria/empresa/escola tiver uma boa estrutura, organização e condições dignas objetivas para se exercer um ótimo trabalho, com certeza o produto final do trabalho atenderá aos padrões de qualidade que se quer atingir para as exigências do mercado/sociedade. Se não, o fracasso também acontece.
E o que dirão a nossa ”vã” Filosofia e a jovem Sociologia para quem tenta desqualificá-las?
A primeira, mãe de todas as ciências, que se inicia quando os antigos gregos se voltam para si e para o mundo se afastando de toda superstição e fantasia na nobre tentativa de entender racionalmente o princípio fundamental de todas as coisas. E até aos dias de hoje ocupa o destacado papel entre suas filhas, as ciências, que muitas das vezes a abandonam e a esquecem no asilo do pensamento. Mas quando se sentem angustiadas e perdidas, é na Filosofia que encontram o refúgio e a força para continuar. E a ciência Sociologia, menina que ganhou este nome de Auguste Conte no século XIX, raiz do pensamento positivista que influenciou pensadores do mundo inteiro, inclusive o brasileiro Benjamin Constant responsável pelo nosso querido lema na Bandeira Nacional, “Ordem e Progresso”, palavras da hora da filosofia positiva. Elas não dirão nada, quem tem a responsabilidade e obrigação de dizer alguma coisa somos nós.
João Pinheiro Neto.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

QUANDO A NOITE CHEGA

QUANDO A NOITE CHEGA E
EU NÃO TENHO VOCÊ EM MEUS BRAÇOS,
QUEM EU TANTO AMO,
MEU CORAÇÃO FICA PEQUENINO
DO TAMANHO DE UM BOTÃO,
MINHA RESPIRAÇÃO FICA DIFÍCIL,
A BOCA FICA SECA E OS OLHOS
INUNDAM-SE DE SAUDADE.
AH, COMO É TRISTE OLHAR AS ESTRELAS,
OLHAR A LUA E ESQUECER OS VERSOS
NO PENSAMENTO,
PRISIONEIRO DA MELANCÓLICA SURDEZ
AOS GRITOS DO AMOR AFLITO.
ENTÃO, SURDO, MUDO E CEGO
CRESCE O DESEJO DE NUNCA MAIS TE VER,
MAS ISSO É IMPOSSÍVEL QUANDO MAIS FORTE
 É O AMOR QUE GUARDO NO PEITO
PRONTO PARA ABRIR
COMO OS RAIOS DA MANHÃ BEIJANDO O CÉU
NO MOMENTO QUE VOCÊ CHEGAR...

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O QUE MATA É...


Meu avô João Pinheiro era um rico seringalista e tinha a fama de ser muito mulherengo. Quando queria uma mulher chamava seu fiel capataz Onório para que fosse pelas redondezas e até na capital Manaus convidar uma bela moça para lhe fazer companhia. Um dia, quando o seu fiel capataz morreu, ele me chamou e disse:
- Você deve aprender uma grande lição com a morte desse capataz. Ontem à noite, eu o mandei buscar a mulher mais gostosa e fogosa de Anamã... Ele voltou com uma nativa fabulosa que me deu momentos incríveis de prazer. Em seguida, pedi para trazer outra mais experiente e sensual. E ele trouxe rapidamente uma gringa que viajava em uma companhia de teatro vindo de Manaus. Depois do prazer, mandei procurar uma virgem para ser a minha oitava esposa. Em questão de minutos, ele voltou com uma virgem lindíssima, que iniciei na arte do amor. E até amanhecer, ele ainda me arrumou mais cinco mulheres, de quem dei conta apesar dos meus sessenta anos. Mas quando ele ia voltando com a décima primeira mulher, caiu morto!
- E qual é a lição que devo aprender com a morte do capataz? – Perguntei.
E o meu avô concluiu:
- Que sexo não faz mal pra ninguém. O que mata é correr atrás das mulheres!

De João Pinheiro Neto.